10.9.07

E a propósito daqui a umas horas joga-se a passagem aos "quartos" com a Grécia

Agradeço ao Last Breath e ao Fontes do Ídolo as referências a este blogue e, sobretudo, por através dos posts lembrarem que a selecção de basquetebol está a disputar um Europeu. Sobre a selecção "não jogar nada de especial", caro João Gaspar, depende do que observarmos como termo de comparação. Ao lado da Espanha, França e Alemanha é verdade que não joga nada de especial. Mas o Gasol, Parker e Nowitzki jogam na NBA. O Jorge Coelho anda durante um ano a jogar contra o Barreirense e o Queluz. E nenhum dos nossos jogadores é casado com a Eva Longoria, senhora que sozinha consegue dar moral a qualquer balneário. Sobre o comentário deixado pela Leta, a lembrar que a selecção de rugby também está "em jogo", a questão parece-me diferente. De falta de atenção mediática não se pode queixar o rugby, muito por culpa de ser um desporto com um target diferente e mais "apetecível" em termos publicitários. Podem, contudo, queixar-se e bem do facto de a grande maioria dos portugueses ficarem privados dos jogos, uma vez que a transmissão só tem lugar em canal codificado. Segundo sei, a lei sobre as transmissões de eventos deportivos em canal aberto apenas contempla algumas modalidades e o rugby não é uma delas. Quer-me parecer, contudo, que na altura de ir receber os homens ao aeroporto, os responsáveis governativos vão querer a presença de todas as televisões e não apenas a SportTv. Já no EuroBasket andou por lá o ministro Pedro Silva Pereira a dar "apoio" ao basquetebol nacional. Não sei se ele sabe que a Liga portuguesa está em risco de acabar por falta de clubes, após Benfica e Queluz terem desistido e o Lusitânia dos Açores estar com sérias dificuldades em conseguir verbas.

3 Comentários:

Às 3:13 da tarde , Blogger João Gaspar disse...

Caro Edgar:

Claro que não há comparação possível entre Portugal e Gasois e Nowitzkis. Ainda quando não jogavam europeus na NBA, já Portugal estava a anos-luz de Rússias e desagregados, balcânicos, grécia, etc. O fosso entre Portugal e estes outros está maior na teoria e mais pequeno na prática, daí o enormíssimo mérito (pouco reconhecido, diga-se) de estar a lutar para os quartos.

Quando digo que Portugal não joga nada de especial (e repito que não vi a vitória contra Israel, que imagino tenha requerido jogar bem), nem estou a comparar com nada a não ser com o meu gosto (altamente subjectivo, portanto).

Do que vi, com Espanha e Croácia não demos a luta que já era suposto não darmos. Mesmo a vitória (com Letónia, certo?), o jogo nunca me apaixonou, houve garra e espírito na parte final, mas quase nunca com um basket daquele que entusiasma, com transições rápidas, passes impossíveis no jogo interior. Sei lá, esquisitices. Acho que o basket tem um carácter de espectacularidade associado que devia existir em todos os jogos.
Diga-se de passagem que poucas equipas europeias o fazem.


A falta de apoios é outra conversa, batalha difícil. Regra geral, os políticos não percebem nada de desporto. Nem da sua prática nem da sua gestão. E normalmente dão a cara e o tal "apoio" nas grandes competições só para aparecerem.

Mas pronto, estou para aqui a falar tanto só para agora Portugal ganhar à Grécia e ficar tudo bem!

Um abraço!


ps: quanto ao rugby daqui para a frente pode abrir-se uma discussão para os próximos eventos, mas parece-me evidente que não fazia sentido uma modalidade amadora estar contemplada na tal lei das transmissões em canal aberto.

 
Às 11:42 da tarde , Blogger Edgar disse...

De acordo com quase tudo. Quanto à última questão a lei contempla amadoras, uma vez que prevê, por exemplo, o hóquei em patins (ou será que já é profissional e estou a cometer um deslize?). Abraço.

 
Às 12:19 da manhã , Blogger João Gaspar disse...

não sei se o hóquei é, em termos legais e com os papéis todos em dia e isso, profissionalizado. mas, e mesmo que o não seja, já me parece normal que os jogos tenham transmissão pública. pela história, e pela selecção ser sempre candidata. acho que não é comparável com o rugby.

só acho que não é de espantar que os jogos de rugby, enquanto modalidade amadora (e agora acrescento - sem tradição da selecção em competições deste nível) não estejam ao abrigo da tal lei.

mas concordo que, para o futuro, essa possibilidade se discuta. só não acho normal que se critique tanto que o rugby não seja serviço público.

a vanessa fernandes também ganhou muitas provas da taça do mundo, com direito a apenas um resumozito de poucos minutos, na rtp2, na tarde do dia seguinte. agora já seria estupidez se não transmitissem as provas dela.



um abraço

ps: sacanas dos gregos outra vez.

 

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